Musicas Antiga Poesia Ellen Oléria Por Aquela Música 14 de novembro de 2021 0:00 0:00 A publicidade terminará em skip_previous play_arrow pause skip_next volume_up volume_down volume_off ondemand_video description Rolagem automática close close Se Falta o Som desta música, avise-nos, usando o formulário abaixo. Mas considere que pode demorar um pouco, dependendo da sua conexão com a internet. Avisar sobre falta de somSeu NomeSeu EmailAVISAR SOBRE SOM Do Disco:Ao Vivo no Garagem – Ellen Oléria e Pret.utu – 2013 Do Artista/Banda:Ellen Oléria 290 Salve! Salve! Hey Salve! Salve! Salve! Minha nova poesia É antiga poesia Eu me fiz sozinha Força feminina, rá rá Escrevo sem ter linha Escrevo torto mesmo Escrevo torto, eu falo torto Pra seu desespero É só minha poesia, antiga poesia Repito, rasgo, colo Poesia sem maestria, mas é a minha poesia Eu não sou mais menina A minha poesia é poesia combativa Eu entendi seu livro, eu entendi sua língua Agora minha língua, minha rima eu faço Eu já me fiz sozinha E eu tenho mais palavras Da boca escorrendo Cê disse que tá junto e eu continuo escrevendo A planta é feminina, a luta é feminina La mar, la sangre y mi América Latina O meu desejo é que o seu desejo não me defina A minha história é outra Tô rebobinando a fita Salve! Negras dos sertões, negras da Bahia Salve! Clementina, Leci, Jovelina Salve! Nortistas, caribenhas, clandestinas Salve! Negras da América Latina A baixa auto-estima da Dona Maria Da sua prima, da sua filha e sua vizinha Isso me intriga, isso me instiga E cê não entendeu o que significa feminista Esquento a barriga no fogão, esfrio na bacia Cuido do filho do patrão, minha filha tá sozinha A mão tá no trampo, a mente tá na filha Um monte de gaiato em volta ainda pequenina Porque depois dos 40 é de casa pra igreja É tudo é por ninharia, pretendente Jesus, o Messias Tive que trabalhar, não pude parar Guerreira estradeira, capoeira na ginga Disseram pra neta que a vó era analfabeta O mundão tá doido! Acaba, mas ela não Minha vó formou na vida e nunca soube o que é reprovação Eis a questão: Se não me espelhou, não me espelhou? Não chamo de educação Manhadeua singe o nariz da esfinge De axé tô cercado Oyá! Iemanjá vive! Aqui não tem drama ou gente inocente Aqui tem mulher firme arrebentando as suas correntes A vida toda alguma coisa tentou me matar e eu me refiz Dandara! Acotirene! Salve! Negras dos sertões negras da Bahia Salve! Clementina, Leci, Jovelina Salve! Nortistas caribenhas clandestinas Salve! Negras da América latina Salve! Eu sei não é fácil chegar Salve! A gente sabe levantar Salve! Aonde eu for é o seu lugar Salve! Permanecemos vivas É por nós, por amor Por nós amor Por nós por amor 0 Comentarios*Enter your name*Email not valid.*Mínimo de 2 caracteres. Assinar a Newsletter Do not change these fields following 7 + 6 = Ao Vivo no Garagem - Ellen Oléria e Pret.utu - 2013Ellen OlériaMPB Compartilhar FacebookTwitterWhatsappTelegram Você também pode gostar destes L’ Horaire et le Temps Eu Desta Vez Vou Te Esquecer (Lucky People) Me Deixe Em Paz Postagem anterior Mudernage Próxima postagem Testando