Memória da Música Compactos O Pequeno Notável Por Aquela Música 11 de setembro de 2020 142 Há tempos atrás, uma das estratégias mais seguras e interessantes da indústria fonográfica para divulgar os artistas e suas obras era o lançamento de um disco em forma compacta, contendo, normalmente, duas músicas – uma do lado A e outra do lado B. Muita gente adorava porque era prático e econômico. Muitos gostavam de ouvir os sucessos que tocavam na rádio, sem se importar com as outras faixas menos tocadas. Deste modo, o compacto era perfeito para atender a este público. No Brasil, os compactos deixaram de ser vendidos em 1989. Foi durante os anos 70 e início dos 80 o auge das vendas deste modelo de disco. Para se ter uma ideia, nos anos 70 foram vendidos 136 milhões e 600 mil álbuns destes disquinhos e nos anos 80, 56 milhões e 210 mil (fonte: Associação Brasileira de Produtores de Discos – ABPD). Porém, o cálculo para o número de cópias é diferente. A ABPD seguia para a contabilidade a orientação da IFPI (International Federation of the Phonographic Industry) onde cada 3 cópias equivaleria a 01 álbum. Com esta contabilidade podemos chegar aos estrondosos números de quase 500 milhões de compactos vendidos nos anos 70 e aproximadamente 169 milhões nos anos 80. Mas, há um porém nestas contas e datas: as fábricas brasileiras Polysom e Vinil Brasil não abandonaram o formato e ele ainda é fabricado e vendido no país, porém, com números bem mais modestos. A alegação da indústria fonográfica para extinguir as vendas e produções do compacto é que nele se vendia a música e no Long Play , o artista. Mas, este último modelo rendia muito mais lucros às s fazendo com que, a partir dos LPs, alcançassem cifras monstruosas em lucratividade, o que fez penderem para o fim das vendas dos disquinhos com duas ou quatro músicas. Para o artista isto também foi bom, pois, pode mostrar seu trabalho com mais amplitude. Porém, o disco de 7 polegadas servia (e ainda serve) como “carro de entrada” de novos talentos e nos períodos do auge da sua produção desempenhava também a importante função para os produtores de discos avaliarem se deveriam ou não produzirem um LP levando em conta o sucesso ou o malogro de um determinado artista, banda ou conjunto. Mas, mais que tudo isso, além dos interesses econômicos, nossa memória afetiva tem o compacto como um dos objetos mais icônicos da história, despertando saudosismo e felicidade que não temos hoje em dia diante da tecnologia cada vez mais voraz e fulgás. Memória da Música Compartilhar 0 FacebookTwitterWhatsappTelegram Conecte-se com Label {} [+] Nome* Digite Seu Nome Email* Digite Seu Email Conecte-se com Label {} [+] Nome* Digite Seu Nome Email* Digite Seu Email 0 Comentários mais antigos mais recentes Mais votado Feedbacks embutidos Ver todos os comentários Você também pode gostar destes Programa Bossaudade Cassino do Chacrinha Movimento Jovem Guarda Postagem anterior Cassino do Chacrinha Próxima postagem Programa Globo de Ouro