Aquela Música Que Toca Você

Aqui no AQUELA MÚSICA, grandes músicas de todos os tempos contam sua história e a memória e nos toca com emoção.

As Canções Que Você Fez Para Mim – 2001

Hoje eu ouço as canções que você fez pra mimNão sei por que razão tudo mudou assimFicaram as canções e você não ficouEsqueceu de tanta coisa que um dia me falouTanta coisa que somente entre nós dois ficouEu acho que você já nem se lembra maisÉ tão difícil olhar o mundo e verO que ainda […]

Calabouço – 1973

Olho aberto ouvido atentoE a cabeça no lugarCala a boca moço, cala a boca moçoDo canto da boca escorreMetade do meu cantarCala a boca moço, cala a boca moçoEis o lixo do meu cantoQue é permitido escutarCala a boca moço. Fala! Olha o vazio nas almasOlha um violeiro de alma vazia Cerradas portas do mundoCala […]

Rola Coco – 1976

Primeira faixa do EP de 1976

Entendendo a Música

Normalmente, quando ouvimos uma música executada por uma orquestra, pensamos que aquela é uma música clássica. A maioria das pessoas usam a expressão ‘música clássica’ considerando toda a música dividida em duas grandes partes: ‘clássica’ e ‘popular’. Para um estudioso ou musicólogo, entretanto, ‘Música Clássica’ tem sentido especial e preciso: é a música composta entre 1750 e 1810, que inclui a música de Haydn, Mozart, Beethoven e outros compositores. As composições de outros autores, não podem ser consideradas clássicas. Ouvir Bach ou Vivaldi significa dizer que estamos ouvindo música barroca, se referirmos a Chopin, estaremos ouvindo música do período romântico. Na verdade, a expressão correta e abrangente seria “Música Erudita” para podermos definir a música não popular.
Diferentemente da música popular, cuja audição envolve, além dos sentidos, movimentos como o de dançar, levando o ouvinte a calma ou a euforia, a música erudita, em todos os seus períodos, tende a levar o sujeito ao equilíbrio, pois uma onda sonora causa mudanças na pressão do ar na medida em que se move através dele. Desta forma, quando os temas musicais fluentes, diminuem a velocidade da pulsação do coração e da respiração, levando o ouvinte a mergulhar em um mundo de harmonia que lhe transmite paz, tranquilidade e sensação de relaxamento.
Composições cheias de tranquilidade evocam as imagens que vão até as fronteiras da percepção humana, comovendo profundamente o ouvinte. Por isso, quando alguém ouve um “canto Gregoriano” ou uma música mais tranquila (harmônica), tende a se acalmar e a entrar num estado de relaxamento e reflexão. Por isso, muitas pessoas ao ouvirem música dessa natureza sentem sonolência devido ao relaxamento dos músculos provocado pelo ar rarefeito.

Preta Pretinha

Enquanto eu corriaAssim eu iaLhe chamarEnquanto corria a barcaLhe chamarEnquanto corria a barcaLhe chamarEnquanto corria a barcaPor minha cabeça não passavaSó somente sóAssim vou lhe chamarAssim você vai serSó só somente sóAssim vou lhe chamarAssim você vai serSó somente sóAssim vou lhe chamarAssim você vai serLaiá rará lararará raráPreta, preta, pretinhaPreta, preta, pretinhaPreta, preta, pretinhaPreta, […]

Olho de Boto

E tu ficastes serenaNas entrelinhas dos sonhosNos escaninhos do risoOlhando pra nós escondidaCom os teus olhos de rioViestes feito um gaiolaEngravidado de redesAportando nos trapichesDo dia a dia e memóriaCom os teus sonhos de rioE ficastes defendidaCom todas as suas letrasEntre cartas e surpresasRecírio, chuva e tristezaVês o peso da tua faltaNas velas e barcos […]

Vivência – 1973

Quem nasceu lá e viveuCrescendo percebeuO canto do ferreiroDa casa do doutorO velho mensageiroDas cartas de amorO homem, o vassourãoLimpando o chão da manhãSabe, crê e choraVive cada horaNo canto do ferreiroDa casa do doutorQuem nasceu lá e viveuCrescendo percebeuViu descer o amorNo céu de cada tardeEncontros nas esquinasCorridos pra esconderA moça e a cançãoDeixando […]

Medo de Amar – 1980

Vire essa folha do livro e se esqueça de mimFinja que o amor acabou e se esqueça de mimVocê não compreendeu que o ciúme é um mal de raizE que ter medo de amar não faz ninguém felizAgora vá sua vida como você querPorém, não se surpreenda se uma outra mulherNascer de mim, como do […]

Garota de Ipanema

Olha que coisa mais lindaMais cheia de graçaÉ ela, meninaQue vem e que passaNum doce balançoA caminho do marMoça do corpo douradoDo sol de IpanemaO seu balançado é mais que um poemaÉ a coisa mais linda que eu já vi passarAh, por que estou tão sozinho?Ah, por que tudo é tão triste?Ah, a beleza que […]

Coisas de Casal – 1982

Tive sorte de encontrar vocêQue debocha do meu jeito de serDe repente faz juras de amorMe esquenta no frioMe refresca no calorA gente troca,A gente troca de lugarA gente brincaA gente brinca de brigarChora de rir,Fica de malCoisas de casal, coisas de casalChora de rir,Fica de malCoisas de casal, coisas…Tive sorte de encontrar vocêQue debocha […]

Globo de Ouro

O programa, inicialmente dirigido por Arnaldo Artilheiro e Mário Lúcio Vaz, estreou em dezembro de 1972 com o nome Globo de Ouro – A Super Parada Mensal, e sua proposta era levar ao telespectador os maiores sucessos musicais do momento. A “parada” em questão era um ranking das dez músicas mais tocadas nas estações de rádio naquele mês. Com transmissão ao vivo no dia da estreia, o programa depois passou a ser gravado e exibido mensalmente às quartas-feiras, às 21h.
Uma nova fase do GLOBO DE OURO teve início em 1976. O programa continuou mensal, mas passou a ser exibido às sextas-feiras, às 21h, com direção de Walter Lacet, agora contando com a presença do público. Todos os meses um grupo de estudantes era convidado para participar das gravações no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro. No mês de agosto, quando o Programa Silvio Santos deixou de ser transmitido pela TV Globo, Globo de Ouro passou a ser exibido semanalmente, aos domingos, durante um ano.
Em 1977, Globo de Ouro ganhou uma nova dupla de apresentadores: os atores Tony Ramos e Christiane Torloni. Os números musicais, até então gravados isoladamente e depois editados, começaram a ser apresentados como espetáculo corrido e com participação de auditório.

Períodos da Música

De acordo com a quantidade de instrumentos e com o estilo, a música Ocidental pode ser dividida em períodos. Obviamente, as datas são apenas indicativas, pois entre um período e outro há sempre uma transição, comum quando tratamos de relacionar quaisquer divisões de tempo. Os períodos da música, estão assim divididos:
Período Medieval (Antes de 1450): Música Medieval é o termo dado à música típica do período da Idade Média durante a História da Música ocidental europeia. Esse período iniciou com a queda do Império Romano e terminou aproximadamente no meio do Século XV. Determinar o fim da Era medieval e o início da Renascença pode ser arbitrário; aqui, para fins do estudo de Música, vamos considerar o ano de 1401, o início do Século XV. Tudo começou com o monge italiano Guido d’Arezzo (995 – 1050) que sugeriu o uso de uma pauta de quatro linhas, cujo sistema é usado até hoje no canto gregoriano, a música sagrada da Igreja. A utilização do sistema silábico de dar nome às notas deve-se também ao monge Guido d’Arezzo e encontra-se numa melodia profana, hino que os meninos cantores entoavam ao padroeiro dos músicos São João Batista, para que os protegesse da rouquidão. Cada linha desta melodia começava com uma nota mais aguda que a anterior. Guido, mestre de coro da Catedral de Arezzo na Toscana, era encarregado do coro da escola por volta de 1030 e certamente conhecendo os progressos musicais e sendo ele próprio um músico inventivo, concebeu um sistema para aprender música de ouvido. Durante o século XIX, o sistema de Guido foi adaptado para transformar-se no sol – fá tônico dos nossos dias, e usado para ensinar não músico a cantar música coral.
Período Renascentista (1451-1600): Neste período (cujo estilo é a Polifonia Coral), praticamente não existiam orquestras, apenas instrumentos isolados como Alaúde, Flautas Doces e Viola da Gamba. O estilo musical predominante deste período era constituido de várias melodias cantadas ou tocadas ao mesmo tempo. Os compositores de destaque desta época (Josquin de Pres, Giovanni da Palestrina, Orlando Lassus e Giovanni Gabrieli, entre os mais conhecidos.), tinham interesse em escrever peças apenas para instrumentos, a chamada música não religiosa, embora a grande produção do período tenham sido feitas para a Igreja Católica.

Rosa

Tu és divina e graciosaEstátua majestosa do amorPor Deus esculturadaE formada com ardorDa alma da mais linda florDe mais ativo olorQue na vida é preferida pelo beija-florSe Deus me fora tão clementeAqui nesse ambiente de luzFormada numa tela deslumbrante e belaTeu coração junto ao meu lanceadoPregado e crucificado sobre a rósea cruzDo arfante peito teu […]

Chega de Saudade – 2006

Vai minha tristezaE diz a elaQue sem ela não pode serDiz-lhe numa prece que ela regressePorque eu não posso mais sofrerChega de saudade, a realidade é que sem elaNão há paz, não há beleza, é só tristezaE a melancolia que não sai de mimNão sai de mim, não saiMas se ela voltar, se ela voltarQue […]

Tatuagem

Quero ficar no teu corpoFeito tatuagemQue é pra te dar coragemPra seguir viagemQuando a noite vem E também pra me perpetuarEm tua escravaQue você pega, esfregaNega, mas não lava Quero brincar no teu corpoFeito bailarinaQue logo se alucinaSalta e te iluminaQuando a noite vem E nos músculos exaustosDo teu braçoRepousar frouxa, murcha, farta,Morta de cansaço […]

Comme Une Vague – 2006

Rien ne sera comme avantD’avoir été frôlé par le temps fugaceTout s’en va, s’envole, passePasseraLa vie s’en vient en vagues commeL’océanQui ne s’endort ni se lasse Tout ce qui se voit n’est pasPareil à ce qu’on verra dans une secondeTout renaît toujours des cendresDu mondeÀ quoi bon tenter d’écrireRetenirSur le sable la traceElle arrive et […]

Jardim da Fantasia

Bem te vi, bem te viAndar por um jardim em florChamando os bichos de amorTua boca pingava melBem te quis, bem te quisE ainda quero muito maisMaior que a imensidão da pazBem maior que o solOnde estás?Voei por este céu azulAndei estradas do alémOnde estará meu bem?Onde estás?Nas nuvens ou na insensatezMe beije só mais […]

Tá Todo Mundo Louco – 1978

Essa música foi feita num momento de depressãoEu tava com saco cheioCom raiva da vida, com raiva de tudoFiz essa música pra encher o saco de todo mundoÉ uma música sem graçaSem métrica, sem rima, sem ritmoCom muitos erros de portuguêsAh mas ninguém tem nada com issoPorque a música é minhaEu faço dela o que […]

Zanzibar – 1980

No azul de Jezebel no céu de Calcutá, feliz constelaçãoReluz no corpo dela, Ai tricolor calar!Ás de Maracatu no azul de ZanzibarAli meu coração zumbiu no gozo delaAi, mina, aperta a minha mãoAlah, meu only you no azul da estrela!Aliás, bazar da coisa azul, meu only youÉ muito mais que o azul de ZanzibarParacuru, o […]

Canteiros

Quando penso em vocêFecho os olhos de saudadeTenho tido muita coisaMenos a felicidadeCorrem os meus dedos longosEm versos tristes que inventoNem aquilo a que me entregoJá me dá contentamentoPode ser até manhãCedo, claro, feito o diaMas nada do que me dizemMe faz sentir alegriaEu só queria ter do matoUm gosto de framboesaPra correr entre os […]

Romaria – 2011

É de sonho e de póO destino de um sóFeito eu perdido em pensamentosSobre o meu cavaloÉ de laço e de nóDe gibeira o jilóDessa vida cumprida a solSou caipira piraporaNossa Senhora de AparecidaIlumina a mina escuraE funda o trem da minha vidaSou caipira piraporaNossa Senhora de AparecidaIlumina a mina escuraE funda o trem da […]

A Música Medieval

Por volta do século IX apareceu a pauta musical, rompendo com a tradição até aquele instante de a música ser cultivada apenas por transmissão oral. Tudo começou com o monge italiano Guido d’Arezzo (995 – 1050) que sugeriu o uso de uma pauta de quatro linhas, cujo sistema é usado até hoje no canto gregoriano, a música sagrada da Igreja. A utilização do sistema silábico de dar nome às notas deve-se também ao monge Guido d’Arezzo e encontra-se numa melodia profana, hino que os meninos cantores entoavam ao padroeiro dos músicos São João Batista, para que os protegesse da rouquidão. Cada linha desta melodia começava com uma nota mais aguda que a anterior. Guido, mestre de coro da Catedral de Arezzo na Toscana, era encarregado do coro da escola por volta de 1030 e certamente conhecendo os progressos musicais e sendo ele próprio um músico inventivo, concebeu um sistema para aprender música de ouvido.
Durante o século XIX, o sistema de Guido foi adaptado para transformar-se no sol – fá tônico dos nossos dias, e usado para ensinar não músico a cantar música coral. Foi nessa época que alguns tons foram reformulados de modo a facilitar o canto. Ut tornou-se DÓ e Sa tornou-se SI (iniciais de Sancte Ioannes).
Mas, fazendo-se entender o que seria este sistema, é o tipo de música mais antigo que se tem conhecimento e que consiste em uma única linha melódica cantada, sem qualquer acompanhamento, cujo estilo é chamado de Cantochão ou Canto Gregoriano. Com o passar do tempo, acrescentou-se outras vozes ao Cantochão, criando-se as primeiras composições em estilo coral. Além do Cantochão, cantado nas igrejas, produziam-se na Idade Média muitas danças e canções. Durante os séculos XII e XIII, houve intensa produção de obras em forma de canção, composta pelos trovadores, poetas e músicos do sul da França e Itália. As danças eram muito populares em festas e feiras e podiam ser tocadas por dois instrumentos, com um grupo mais numeroso. Os instrumentos que acompanhavam estas danças incluíam a viela (antepassado da família do violino), o alaúde, flautas doces de vários tamanhos, gaitas de foles, o trompete reto medieval E instrumentos de percussão, como tambores, além de sinos e triângulos.

Sentimental Demais

Sentimental eu souEu sou demaisEu sei que sou assimPorque assim ela me fazAs músicas que euVivo a cantarTêm o sabor igualPor isso é que se dizComo ele é sentimentalRomântico é sonharE eu sonho assimCantando estas cançõesPara quem ama igual a mimE quem achar alguémComo eu acheiVerá que é naturalFicar como eu fiqueiCada vez mais sentimentalE […]

O Que é o Amor

O que é o amor?Onde vai dar?Parece não ter fimUma cançãoCheirando a marQue bate forte em mimO que me dáMeu coraçãoQue eu cantoPra não chorar?O que é o amor?Onde vai dar?Por que me deixa assim?O que é o amor?Onde vai dar?Luar perdido em mim

Barrados No Baile – 1983

Ela num macacão de plásticoEle com o corpo elásticoPensaram em se divertirFizeram muito Cooper, ginásticaLigados numa muito bombásticaAplicados para não dormirEla se sentia incrívelEle se achava reversívelDisseram somos gente de nívelUm casal vinte daquiMas foram barrados no baileTratados como maus elementosLá dentro rolando Bob MarleyCá fora por favor documentosBarrados no baile, oh-ohSó viviam dando detalheBarrados […]

Preta Pretinha – 1973

Enquanto eu corriaAssim eu iaLhe chamar!Enquanto corria a barcaLhe chamar!Enquanto corria a barcaLhe chamar!Enquanto corria a barca Por minha cabeça não passavaSó! Somente só!Assim vou lhe chamarAssim você vai serSó! Só! Somente só!Assim vou lhe chamarAssim você vai serSó! Somente só!Assim vou lhe chamarAssim você vai ser Laiá larará lararará lararáPreta, preta, pretinha!Preta, preta, pretinha!Preta, […]

Leão Ferido – 1981

Feche os olhosNão te quero mais dentro do coraçãoQuantas vezes eu tentei falar com vocêEu não gosto de me ver assim Mas não tem soluçãoA verdade dói demais em mim SolidãoTenho que ser bandidoTenho que ser cruelUm leão ferido ferozSou um herói vencidoAnjo que fere o céuGrito de amor sumido na voz e nós onde?Feche […]

A Noite do Meu Bem – 1960

Hoje eu quero a rosa mais linda que houverE a primeira estrela que vierPara enfeitar a noite do meu bemHoje eu quero paz de crianca dormindoE abandono de flores se abrindoPara enfeitar a noite do meu bemQuero a alegria de um barco voltandoQuero ternura de maos se encontrandoPara enfeitar a noite do meu bemAh eu […]

Sonho de Ícaro – 1984

Voar voarSubir subirIr por onde forDescer até o céu cairOu mudar de corAnjos de gásAsas de ilusãoE um sonho audaz feito um balãoNo ar no ar eu sou assimBrilho do farolAlém do mais amargo fimSimplesmente solRock do bomOu quem sabe jazzSom sobre somBem mais, bem maisO que sai de mim vem do prazerDe querer sentir […]

Flor D’àgua – 1974

Maria tomando banhoNas águas claras do rioSeu corpo jovem morenoNão sente o rigor do frioBoiando a flor d’água vaiEmbalando os sonhos seusE eu olhando alimentandoOs sonhos que são bem meusHei de casar com MariaNa festa da PadroeiraDeixar morrendo de invejaAs moças namoradeirasAs moças namoradeirasJá vejo o corpo morenoDe rendas brancas vestidoE botões de laranjeiraPondo o […]

Gracias a La Vida

Gracias a la vida que me ha dado tantoMe dio dos luceros, que cuando los abro,Perfecto distingo lo negro del blancoY en el alto cielo su fondo estrelladoY en las multitudes el hombre que yo amoGracias a la vida que me ha dado tantoMe ha dado el oido que en todo su anchoGraba noche y […]

Explode Coração

Chega de tentar, dissimular e disfarçar e esconderO que não dá mais pra ocultarE eu não posso mais calarJá que o brilho desse olhar foi traidorE entregou o que você tentou conterO que você não quis desabafarE me cortouChega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se darE se perderE se acharE tudo aquilo que é viverEu […]

Canção da Meia Noite

Quando a meia-noite me encontrarJunto a vocêAlgo diferente vou sentirVou precisar me esconderNa sombra da lua cheiaEste medo de serUm vampiro, um lobisomem, um saci-pererêUm vampiro, um lobisomem, um saci-pererêDona senhora, meia-noite eu cantoEssa canção anormalDona senhora, nesta lua cheiaMeu corpo treme, o que será de mim?Que faço força pra resistir a toda essa tentaçãoNa […]

Que Baixo!

Tu anda dizendo a todo mundo,Que eu por ser um vagabundo,Tive que sair daí,Mas que baixo,Que baixo,que baixo,que baixo,Não faça assim. Todo mundo sabeQue fui eu que desistiQue baixo,que baixo,que baixo,Não faça asim. Todo mundo sabeQue fui eu que desisti,Eu não posso suportarImpertinência,Eu contigo gastei toda apaciência,Busca despeitada,me diminuir,O seu despeito faz degrau,Pra mim subir…

Hey Girl

Hey girl, que vou fazerNão sei viver longe de vocêSem seu amor eu não sou ninguémVocê se foiNem disse adeusEu já não seiOnde procurarHey girl, preste atençãoPorque se não vai se arrependerUm outro amor eu vou encontrarPode esquecerQue um dia eu te ameiE por amar quanto eu choreiNão leve a mal se falo assimÉ que […]

Triste Berrante

Já vai bem longe este tempo, eu seiTão longe que até penso que eu sonheiQue lindo quando a gente ouvia distanteO som daquele triste berranteE um boiadeiro a gritarE eu ficava ali na beira da estradaVendo caminhar a boiada, até o último boi passarAli passava boi, passava boiadaTinha uma palmeira na beira da estradaOnde foi […]

Aragem – 2012

Lucas Faria nasceu em Goiania, capital de Goiás e começou a compor na década de 70, influenciado por artistas como Edu Lobo e Chico Buarque. Na época, participou de vários festivais de MPB, em estados como Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Pará, Maranhão, Minas e Rio Grande do Sul. Em parceria com o cantor e […]

Beijo – 2015

Segunda-feiraDescendo uma ladeiraNa praia, na esteira com barulho de motorEm fevereiroDebaixo do chuveiroDe chapéu de cangaceiro, de jaleco de doutorNa primaveraNa frente da galeraNa jaula de uma fera derretendo de calorO que eu desejoO que eu mais quero quando vejoÉ tua boca, é o teu beijo, não me negue seu amorOlhando a luaAndando pela ruaDesfilando […]

Lenha

Eu não sei dizero que quer dizero que vou dizereu amo vocêmas não sei o queisso quer dizereu não sei por queeu teimo em dizerque amo vocêse eu não sei dizero que quer dizero que vou dizerse eu digo parevocê não repareno que possa parecerse eu digo sigao que quer que eu digavocê não vai […]

Ponto de Partida – 1976

Não tenho para a cabeçaSomente o verso brejeiroRimo no chão da senzalaQuilombo com cativeiro, olerêNão tenho para o coraçãoSomente o ar da montanhaTenho a planície espinheiraCom mão de sangue, façanha, olerê, olaráNão tenho para o ouvidoSomente o rumor do ventoTenho gemidos e precesRompantes e contratempo, olerê, olará, olerê, lará Tenho pra minha vidaA busca como […]

Urubu Malandro (Loro)

Apresentação de Almiro Carrilho em show no Teatro Anchieta do Sesc Consolação em São Paulo no dia 26/04/2010.

Rock da Cachorra

Troque seu cachorro por uma criança pobreSem parentes, sem carinho, sem rango e sem cobreDeixe na história da sua vida uma notícia nobreTroque seu cachorroTroque seu cachorroTroque seu cachorroTroque seu cachorroTroque seu cachorro por uma criança pobreTem muita gente por aí que tá querendoLevar uma vida de cãoEu conheço um garotinho que queria ter nascidoPastor […]

Sozinho

Às vezes, no silêncio da noiteEu fico imaginando nós doisEu fico ali sonhando acordadoJuntando o antes, o agora e o depoisPor que você me deixa tão solto?Por que você não cola em mim?‘To me sentindo muito sozinhoNão sou nem quero ser o seu donoÉ que um carinho, às vezes, cai bemEu tenho os meus segredos […]

Estúpido Cupido – 1959

Oh! Cupido, vê se deixa em paz,Meu coração já não agüenta maisEu amei há muito tempo atrás,Já cansei de tanto soluçarHei, hei, é o fim, oh, cupido pra longe de mimEu dei meu coração a um belo rapaz que prometeu me amar e me fazer felizPorém, ele me passou pra trás,Meu beijo recusou e o […]

Gaudêncio Sete Luas

A lua é um tiro ao alvoE as estrelas bala e bala.Vem minuano e eu me salvoNo aconchego do meu pala.Se troveja a gritaria,Já relampeja minha adaga.Quem não mostra valentiaJá na peleia se apaga.Marquei a paleta da noiteCom o sol que é ferro em brasa.O dia veio mugindo,Pra se banhar n’água rasa.Pra me aquecer mate […]

Menina Jesus – 1982

Valei-me, minha menina JesusMinha menina JesusMinha menina Jesus, valei-meValei-me, minha menina JesusMinha menina JesusMinha menina Jesus, valei-meSó volto lá a passeioNo gozo do meu recreioSó volto lá quando puderComprar uns óculos escurosCom um relógio de pulsoQue marque hora e segundoUm rádio de pilha novoCantando coisas do mundo, pra tocarLá no jardim da cidade,Zombando dos acanhadosDando […]

Amanheceu, Peguei a Viola

Amanheceu, peguei a violaBotei na sacola e fui viajarSou cantadorE tudo nesse mundoVale prá que eu canteE possa praticarA minha arteSapateia as cordasE esse povo gostaDe me ouvir cantarAmanheceuAo meio dia eu tavaEm Mato GrossoDo sul ou do norteNão sei explicarSó sei dizerQue foi de tardezinhaEu já tava cantandoEm Belém do ParáAmanheceuEm Porto Alegre um […]

Viajante

Eu me sinto tolo como um viajantePela tua casaPássaro sem asa, rei da covardiaE se guardo tanto essas emoções nessa caldeira friaÉ que arde o medo onde o amor ardiaMansidão no peito trazendo o respeitoQue eu queria tanto derrubar de vezPra ser seu talvez, pra ser seu talvez Mas o viajante é talvez covardeOu talvez […]

Vinil

O Disco de vinil, ou simplesmente Vinil ou ainda Long Play (abreviatura LP) é uma mídia desenvolvida no início da década de 1950 para a reprodução musical, que usa um material plástico de mesmo nome. Trata-se de uma bolacha de material plástico, usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, as quais podem ser reproduzidas através de um toca-discos. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se, na verdade, de uma gravação analógica, mecânica.
Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar, essa vibração é transformada em sinal elétrico e por fim amplificado e transformado em som audível (música). O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e estar sempre livres de poeira, ser guardados sempre na posição vertical e dentro de sua capa e envelope de proteção. A poeira é o pior inimigo do vinil pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco como a agulha.
O disco de vinil surgiu no ano de 1948, tornando obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações, que até então eram utilizados. Os discos de vinil são mais leves, mais maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio. Mas são melhores principalmente pela reprodução de um número maior de músicas (ao invés de uma canção por face do disco) e finalmente pela sua excelente qualidade sonora. A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs (CD) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, provocando o ocaso (fato não consumado) dos discos de vinil. Eles ficaram obsoletos e desaparecerem quase por completo no fim do Século XX.No Brasil, os LP’s em escala comercial foram comercializados até meados de 2001, mas alguns audiófilos continuaram preferindo o vinil, dizendo ser um meio de armazenamento mais fiel que o CD.

Linda Juventude

Zabelê, zumbi besouro, vespa fabricando melGuardo teu tesouro, joia marrom, raça como nossa corNossa linda juventude, página de um livro bomCanta que te quero gás e calorClaro como o Sol raiouClaro como o Sol raiouMaravilha juventude, pobre de mim, pobre de nósVia láctea, brilha por nósVidas pequenas da esquinaFado, sina, lei, tesouro, canta que te […]

Talvez Seja Real – 1990

Parte de mim que faltavaTanto eu esperavaTe verOlhando o tempoEu e vocêO impossívelVamos viverIlusãoEu duvidoTalvez seja realChegouPor quanto tempoAmanheceuO impossívelNão é pecadoTire os olhos da paredeAbra as janelas do quartoComo a laranja e a sedeA gente ainda vai se encontrarComo a laranja e a sedeAbra as janelas do quartoTire os olhos da paredeE essa parte […]

Sintonia

Escute essa cançãoQue é pra tocar no rádioNo rádio do seu coraçãoVocê me sintonizaE a gente então se ligaNessa estaçãoAumenta o seu volume que o ciúmeNão tem remédioNão tem remédioNão tem remédio nãoAumenta o seu volume que o ciúmeNão tem remédioNão tem remédioNão tem remédio nãoE agora assim aqui pra nósPelo meu nome não me […]

Compactos

Há tempos atrás, uma das estratégias mais seguras e interessantes da indústria fonográfica para divulgar os artistas e suas obras era o lançamento de um disco em forma compacta, contendo, normalmente, duas músicas – uma do lado A e outra do lado B. Muita gente adorava porque era prático e econômico. Muitos gostavam de ouvir os sucessos que tocavam na rádio, sem se importar com as outras faixas menos tocadas. Deste modo, o compacto era perfeito para atender a este público.
No Brasil, os compactos deixaram de ser vendidos em 1989. Foi durante os anos 70 e início dos 80 o auge das vendas deste modelo de disco. Para se ter uma ideia, nos anos 70 foram vendidos 136 milhões e 600 mil álbuns destes disquinhos e nos anos 80, 56 milhões e 210 mil (fonte: Associação Brasileira de Produtores de Discos – ABPD). Porém, o cálculo para o número de cópias é diferente. A ABPD seguia para a contabilidade a orientação da IFPI (International Federation of the Phonographic Industry) onde cada 3 cópias equivaleria a 01 álbum. Com esta contabilidade podemos chegar aos estrondosos números de quase 500 milhões de compactos vendidos nos anos 70 e aproximadamente 169 milhões nos anos 80. Mas, há um porém nestas contas e datas: as fábricas brasileiras Polysom e Vinil Brasil não abandonaram o formato e ele ainda é fabricado e vendido no país, porém, com números bem mais modestos.
A alegação da indústria fonográfica para extinguir as vendas e produções do compacto é que nele se vendia a música e no Long Play (LP), o artista. Mas, este último modelo rendia muito mais lucros às gravadoras fazendo com que, a partir dos LPs, alcançassem cifras monstruosas em lucratividade, o que fez penderem para o fim das vendas dos disquinhos com duas ou quatro músicas. Para o artista isto também foi bom, pois, pode mostrar seu trabalho com mais amplitude. Porém, o disco de 7 polegadas servia (e ainda serve) como “carro de entrada” de novos talentos e nos períodos do auge da sua produção desempenhava também a importante função para os produtores de discos avaliarem se deveriam ou não produzirem um LP levando em conta o sucesso ou o malogro de um determinado artista, banda ou conjunto.

Sete Vidas

Estou lendo o livro que você me deuEstou aprendendo a ter mais atençãoAo olhar em torno de mim, chão e céuA olhar pra dentro do meu coraçãoQuando é que você vai vir por aquiDividir a cama neste triste invernoQuero te esperar, não precisar fugirQuero que me aqueça com seu beijo ternoAinda tenho pressa, ainda tenho […]

Cassino do Chacrinha

O Cassino do Chacrinha, que durou de 1982 a 1988, na Rede Globo de Televisão, era apresentado por José Abelardo Barbosa Medeiros, o Chacrinha. O programa de auditório trazia atrações musicais e um divertido show de calouros . A direção era de José Aurélio Barbosa (Leleco Barbosa), filho do apresentador, e de Helmar Sérgio.
Chacrinha comandava o programa que levava em torno de duas horas e que manteve a aparente anarquia dos seus programas anteriores (Discoteca do Chacrinha, de 1967 e a Buzina do Chacrinha, do mesmo ano). Alguns elementos eram revolucionários como uma edição rápida, cameraman aparecendo no vídeo, assistentes fantasiados, plateia super animada, distribuição de brindes incomuns (como bacalhau) e movimentação intensa de artistas, além das célebres “chacretes”, davam um tom de caos, embora se saiba, era extremamente organizado.
O Cassino do Chacrinha era gravado no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro. O nome fazia homenagem ao primeiro grande sucesso radiofônico de Chacrinha, cerca de 30 anos antes, na Rádio Tupi.
Muitos artistas brasileiros, de todos os estilos, passaram pelo programa. Está com o Chacrinha era uma honra para qualquer artista, como também uma certa garantia de notoriedade tamanha era a visibilidade do semanal.
Foi também um dos mais populares programas da televisão brasileira, que fez grande sucesso nas tardes de sábado. Era um programa de auditório que apresentava atrações musicais e show de calouros.

Cœur vagabond – 2006

Mon cœur a tant d’espéranceMon cœur en enfanceDésire et attend l’inconnu Mon cœur en adolescenceN’est pas que l’absenceD’une ombre incertaine entrevue Qui traversant mes rêvesSans un mot d’adieuA laissé dans mes yeuxL’interminable pluie Mon cœur est un vagabondIl veut garder le mondeEn lui Mon cœur est un vagabondIl garderait le mondeEn lui

Superfantástico – 1983

Super fantástico amigoQue bom estar contigo no nosso balãoVamos voar novamenteCantar alegremente mais uma cançãoTantas crianças já sabemQue todas elas cabem no nosso balãoAté quem tem mais idadeMas tem felicidade no seu coraçãoSou feliz, por isso estou aquiTambém quero viajar nesse balãoSuper fantásticoNo balão mágicoO mundo fica bem mais divertidoSuper fantásticoNo balão mágicoO mundo fica […]

Como é Bonito Ser Feliz

Música do CD de Hugo Leão, que teve a participação do cantor Zé Ramalho na música: “Como é Bonito Ser Feliz”, música título do CD.

Borbulhas de Amor

Tenho um coraçãoDividido entre a esperança e a razãoTenho um coraçãoBem melhor que não tiveraEsse coraçãoNão consegue se conter ao ouvir tua vozPobre coraçãoSempre escravo da ternuraQuem dera ser um peixePara em teu límpido aquário mergulharFazer borbulhas de amor pra te encantarPassar a noite em claroDentro de tiUm peixePara enfeitar de corais tua cinturaFazer silhuetas […]

Lady Jane

Lady JaneRespiro o cheiro dos esgotos no chãoSob essas catedrais de BabelAh, Lady JaneEu sinto o gosto dos esgotos no chãoSob essas catedraisSob essa escuridãoOs edifícios tem de cairAh, Lady JaneToda essa terra vai se consumirCom os seus mistériosComo uma fogueiraVai queimarAh, Lady JaneEu tive um sonho estranhoDe morte

Música Renascentista

O período da Renascença se caracterizou pelo enorme interesse do homem no saber e na cultura, particularmente a muitas ideias dos antigos gregos e romanos. Na música, os compositores passaram a ter um interesse muito mais vivo pela música profana, ou seja, a música não religiosa, inclusive mais interessados em escrever peças para instrumentos, já não usados somente para acompanhar vozes. Apesar disso, os maiores tesouros musicais renascentistas foram compostos para a igreja, num estilo descrito como polifonia coral ou policoral e cantados sem acompanhamento de instrumentos.
Falando da criação vocal, lembramos que na Basílica de São Marcos, em Veneza, por exemplo, havia dois grandes órgãos e duas galerias para coro, situadas em ambos os lados do edifício. Isso deu aos compositores a ideia de compor peças para mais de um coro, chamadas policorais. Assim, uma voz vinda da esquerda é respondida pelo coro da direita e vice versa. As peças mais utilizadas eram os Motetos e os Madrigais. Os Motetos eram peças escritas para no mínimo quatro vozes, cantados geralmente nas igrejas. Os Madrigais eram canções populares escritas para várias vozes e que se caracterizam-se por não ter refrão. De grande sucesso nas Inglaterra do século XVI, passaram a ser cantados nos lares de todas as famílias apaixonadas por música. A música renascentista é de estilo polifônico, quer dizer, possui várias melodias tocadas ou cantadas ao mesmo tempo.
Falando da música renascentista instrumental, embora até o começo do século XVI os compositores fizessem uso dos instrumentos apenas para acompanhar o canto, durante o século XVI passaram a ter cada vez mais interesse em escrever música somente para instrumentos. Em muitos lares, além de flautas, alaúdes e violas, havia também um instrumento de teclado, que podia ser um pequeno órgão, virginal ou clavicórdio. A maioria dos compositores ingleses escreveu peças para o virginal. No Renascimento, surgiram os primeiros álbuns de música, só para instrumentos de teclados. Muitos outros instrumentos, como as charamelas e alguns tipos de cornetos medievais e cromornes continuavam populares. Outros, como o alaúde, passaram por vários aperfeiçoamentos.

Flor do Cafezal – 1978

Meu cafezal em flor, quanta flor meu cafezalMeu cafezal em flor, quanta flor meu cafezalAi menina, meu amor, minha flor do cafezalAi menina, meu amor, branca flor do cafezalEra florada, lindo véu de branca rendaSe estendeu sobre a fazenda, igual a um manto nupcialE de mãos dadas fomos juntos pela estradaToda branca e pefumada, pela […]

Banho de Lua – 1959

Fui a praia me bronzearMe queimei, escureciMamãe bronquioNada de solHoje eu só quero a luz do luarTomo um banho de luaFico branca como a neveSe o luar é meu amigo sensurar ninguem se atreveé tão bom sonhar contigo óLua tão candidoSob um banho de LuaUma noite de esplendorSinto a força da magia, a magia do […]

Escrito Nas Estrelas – 1985

Você pra mim foi o SolDe uma noite sem fimQue acendeu o que souE renasceu tudo em mimAgora eu sei muito bemQue eu nasci só pra serSua parceira, seu bemE só morrer de prazerCaso do acasoBem marcado em cartas de tarôMeu amor, esse amorDe cartas claras sobre a mesa, é assimSigno do destinoQue surpresa ele […]

Meu Mundo Caiu – 1960

Meu mundo caiuE me fez ficar assimVocê conseguiuE agora diz que tem pena de mimNão sei se me explico bemEu nada pediNem a você nem a ninguémNão fui eu que caíSei que você me entendeuSei também que não vai se importarSe meu mundo caiuEu que aprenda a levantarMeu mundo caiuE me fez ficar assimVocê conseguiuE […]

Pena Verde

Pus um cravo, na lapelaSou escravo, eu sou dos olhos delaPena verde, no chapéuMe deu sorte ela caiu do céuPus um cravo, na lapelaSou escravo, eu sou dos olhos delaPena verde, no chapéuMe deu sorte ela caiu do céuTenho agora a quem me querDou o meu cravo pra quem quiserMas pena verde, não abro mãoPois […]

Iracema – 1978

Iracema, eu nunca mais eu te viIracema meu grande amor foi emboraChorei, eu chorei de dor porqueIracema, meu grande amor foi vocêIracema, eu sempre diziaCuidado ao travessar essas ruasEu falava, mas você não me escutava nãoIracema você travessou contra mãoE hoje ela vive lá no céuE ela vive bem juntinho de nosso SenhorDe lembranças guardo […]

Ne me Quitte Pas – 1975

Ne me quitte pasIl faut oublierTout peut s’oublierQui s’enfuit déjaOublier le tempsDes malentendusEt le temps perduA savoir commentOublier ces heuresQui tuaient parfoisA coups de pourquoiLe cœur du bonheurNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasMoi je t’offriraiDes perles de pluieVenues de paysOu il ne pleut pasJe creuserai la terreJusqu’après ma […]

Pequenina

Pequenina do meu amor,Vem correndo pros meus braçosEu guardo pra vocêOs mais caros lindos sonhosVai sorrindo ao mundo em redorTudo é novo e belo em seus olhosAh, desconhece o mal,Neste mundo de gente grande…Pequenina do meu amorSer criança é como ser uma gaivota livreTudo é feito pra brincar, como é bom viverDescobrindo seu encanto…Pequenina do […]

Reconvexo – 2016

Eu sou a chuva que lança a areia do SaaraSobre os automóveis de RomaEu sou a sereia que dança, a destemida IaraÁgua e folha da AmazôniaEu sou a sombra da voz da matriarca da Roma NegraVocê não me pega, você nem chega a me verMeu som te cega, careta, quem é você?Que não sentiu o […]

Caicó

Ó, mana, deixa eu iró, mana, eu vou sóó, mana, deixa eu irPara o sertão do Caicó Ó, mana, deixa eu iró, mana, eu vou sóó, mana, deixa eu irPara o sertão do Caicó Eu vou cantandoCom uma aliança no dedoEu aqui só tenho medoDo mestre Zé Mariano Mariazinha botou flores na janelaPensando em vestido […]

Coração de Brasil – 1983

Música do primeiro LP de Hugo Leão lançado pela CBS com produção de Zé Ramalho, seu padrinho musical.

O Caderno

Sou eu que vou seguir vocêDo primeiro rabiscoAté o bê-a-báEm todos os desenhosColoridos vou estarA casa, a montanhaDuas nuvens no céuE um Sol a sorrir no papel Sou eu que vou ser seu colegaSeus problemas ajudar a resolverTe acompanhar nas provasBimestrais, você vai verSerei, de você, confidente fielSe seu pranto molhar meu papel Sou eu […]

Aquarela – 1983

Numa folha qualquerEu desenho um Sol amareloE com cinco ou seis retasÉ fácil fazer um castelo Corro o lápis em torno da mãoE me dou uma luvaE se faço chover, com dois riscosTenho um guarda chuva Se um pinguinho de tintaCai num pedacinho azul do papelNum instante imaginoUma linda gaivota a voar no céu Vai […]

Mulher Nova, Bonita e Carinhosa – 1982

Numa luta entre gregos e troianosPor Helena, a mulher de MenelauConta a história que um cavalo de pauTerminava uma guerra de dez anosMenelau o maior dos espartanosVenceu Páris, o grande sedutorHumilhando a família de HeitorEm defesa da honra caprichosaMulher nova, bonita e carinhosaFaz o homem gemer sem sentir dorAlexandre figura desumanaFundador da famosa AlexandriaConquistava na […]

Carinhoso

Meu coração, não sei por queBate feliz quando te vêE os meus olhos ficam sorrindoE pelas ruas vão te seguindoMas mesmo assimFoges de mimAh se tu soubesses como sou tão carinhosaE o muito, muito que te queroE como é sincero o meu amorEu sei que tu não fugirias mais de mimVem, vem, vem, vemVem sentir […]

Bancário

Faixa do disco “Vozes da Cidade” que trazia estas músicas: 01- Clarisse Otoni (P.Barroso/M.Santos) – Part.Especial:Dominguinhos02- Mistérios Ocidentais (P.Barroso/M.Santos/P.Lua)03- Bancário (P.Barroso/M.Santos/S.Baccei)04- Acoplamento (P.Barroso/M.Santos) – Part.Especial: Lanny Gordin05- Vozes da Cidade (P.Barroso/M.Santos)06- Campanha (P.Barroso/M.Santos/S.Baccei)07- Levitação (P.Barroso/M.Santos)08- Si-la-ba-da (P.Barroso/M.Santos)09- Capataz (P.Barroso/M.Santos)10- Paisagem Noturna-“Jangadeiros” (P.Barroso/M.Santos)

Melur (Live on Icelandic Television)

Apresentamos a você esse desempenho emocionante de uma das faixas do disco “Trappa”.Trappa é um álbum incrível com uma bela instrumentação de alguns dos músicos mais respeitados da Islândia.

Planeta Sonho

Aqui ninguém mais ficaráDepois do solNo final seráO que não sei, mas seráTudo demaisNem o bem, nem o malSó o brilho calmo dessa luz…O planeta calma será TerraO planeta sonho será TerraE lá no fim daquele marA minha estrêla vai se apagarComo brilhouFogo solto no caos…Aqui tambémÉ bom lugar de se viverBom lugar seráO que […]

Nada Encontrado