Detalhes do Artista/Banda

Zeca Baleiro

Música à Flor da Pele

José Ribamar Coelho Santos ou Zeca Baleiro, nasceu em Arari, Maranhão, aos 11 de abril de 1966. Zeca começou sua carreira compondo melodias e músicas para peças infantis de teatro, onde se destacou pela qualidade de suas letras. Foi morar em São Paulo, onde dividia um apartamento com seu parceiro musical Chico César. Apesar de sua carreira musical já existir 12 anos antes de gravar seu primeiro disco (em 1997), seu salto para a fama foi em sua participação no Acústico MTV de Gal Costa com a canção “Á Flor da Pele”, música que o projetou nacionalmente. Nos anos seguintes gravou mais cinco discos com participação de outros cantores do Brasil, muitos dos quais são seus parceiros em composições como: Chico César, Rita Ribeiro, Lobão, Arnaldo Antunes, Zé Geraldo, Paulinho Moska, Lenine, Fagner, Zeca Pagodinho e Zé Ramalho.
Zeca Baleiro foi bastante premiado, chegando a ganhar cinco discos de ouro e outros prêmios, como o Sharp de 1998, em três categorias: melhor música, melhor disco e revelação. Sua música deriva de muitos ritmos tradicionais brasileiros: samba, pagode, baião com elementos do rock, pop e música eletrônica com um modo muito particular de tocar violão. Com apresentações anuais na Europa, Zeca já mostrou seu trabalho em Cannes (MIDEM-99), no Festival de Montreux (99), Cartagena (Espanha), Tübingen (Alemanha), Bélgica, Cabo Verde, além de temporadas anuais em Portugal.
O primeiro disco veio em 1997, o CD “Por Onde Andará Stephen Fry?”, trabalho que ganhou destaque, inicialmente com a faixa “Á Flor da Pele”, que virou tema de novela e foi também gravada no DVD Acústico MTV da cantora Gal Costa, com a participação de Zeca, claro. “Vô Imbolá”, de 1999, foi o segundo CD e veio consolidar o nome de Baleiro. Neste disco, os grandes destaques foram a balada “Lenha”, bastante executada nas rádios, “Não Tenho Tempo”, “Samba do Aproach”, faixa com participação de Zeca Pagodinho e que virou outro tema de novela.
Os anos 2000 entrou com “Líricas”, terceiro CD. Lançado em 2000, Zeca Baleiro radicalizou na mudança de sonoridade em favor da reflexão e da poesia. Com figurino mais sóbrio e cenário sofisticado inspirado numa sala de visitas, a temporada de “Líricas” trouxe ainda como novidade o lançamento no cinema, antes das sessões, do videoclipe de “Proibida Pra Mim” (canção da banda Charlie Brown Jr.).
Em 2002, foi a vez de “PetShopMundoCão”, considerado pela crítica como o seu melhor disco. Utilizando linguagem eletrônica, o trabalho trouxe convidados como o soulman Carlos Dafé, o mutante Arnaldo Batista, Elba Ramalho, Totonho e os Cabra e Karnak.
Em 2003, Baleiro gravou em parceria com Fagner o CD “Raimundo Fagner & Zeca Baleiro “, pela Indie Records. Mostrado em curta temporada por capitais brasileiras, o show foi registrado em DVD pelo Multishow durante temporada no Canecão, Rio de Janeiro.
Em 2005, o cantor lançou seu quinto CD autoral, intitulado “Baladas do Asfalto e Outros Blues”, pela MZA. Este disco ganhou uma versão ao vivo no ano seguinte ainda pela própria MZA/Universal, além de um DVD, lançado em 2006.
Em 2008, pela MZA Music veio “O Coração do Homem Bomba”, lançado em dois volumes, trabalho que comportou incríveis 27 faixas (14 no Volume 1 e 13 no Volume 2), com destaque para “Toca Raul”, décima primeira faixa do Volume 1. Ainda em 2008, foi lançado a versão ao vivo de “O Coração do Homem Bomba”, desta feita em um só volume, mas trazendo a solicitadíssima “Toca Raul”, trabalho que também foi lançado em DVD no ano seguinte (2009).
Com vocação para agregar gente de todas as tribos e gerações, o cantor iniciou em 2004 um projeto chamado o “Baile do Baleiro”, onde faz a ponte entre tradição e modernidade. A ideia era promover encontros memoráveis, resgatar ídolos de outras gerações e espelhar a multifacetada produção cultural do país. Além de grande compositor, cantor e instrumentista, Zeca também aposta nos negócios ligados à música. Em 2005, lançou o selo Saravá Discos, em parceria com sua empresária Rossana Decelso, para reunir todas as produções do artista. O selo foi inaugurado com o CD póstumo de Sérgio Sampaio, trazendo inéditas do artista capixaba falecido em 94 e produzido a partir de uma demo que Sampaio deixou. Além deste, um disco com poemas da escritora paulista Hilda Hilst musicados por Baleiro, que conta com a participação de dez cantoras: Zélia Duncan, Verônica Sabino, Ná Ozzetti, Maria Bethânia, Ângela RoRo, Rita Ribeiro, Olívia Byington, Mônica Salmaso, Jussara Silveira e Ângela Maria. Assim, Baleiro vai fazendo e história e enriquecendo a música popular brasileira.

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