Detalhes do Artista/Banda

Maysa

Convite Para Ouvir o Coração

Maysa Figueira Monjardim, cantora e compositora que fez muito sucesso no Brasil e no exterior, nasceu em São Paulo no dia 16 de novembro de 1936, filha de uma tradicional família do Espírito Santo. Já aos 12 anos, estudando piano, compôs sua primeira música, o samba-canção “Adeus”. Foi aluna interna no Colégio Sacré Cour de Marie, de onde saiu com 18 anos para casar com o milionário paulista André Matarazzo, 20 anos mais velho que ela e amigo íntimo da família da artista. Depois de casada, continuou a compor, mas cantava raramente, em festas de amigos da alta sociedade paulista. Numa dessas festas, em 1956, foi convidada por um produtor de discos para gravar suas composições.
O primeiro LP “Convite para ouvir Maysa” foi lançado pela RGE em 1956, depois do nascimento de seu filho, e trazia “Adeus”, um grande sucesso com letra dela mesma. O disco bateu recordes de vendagem, mas, por imposição do marido, toda a renda foi doada para a campanha contra o câncer. A partir de então, começou a se apresentar em diversos programas da TV Record e em shows de boates, como a Oásis e a Cave, cujo proprietário, Jordão de Magalhães, muito incentivou sua carreira. No ano de 1957, veio o LP “Maysa”, pela mesma RGE e trazia “Ouça”, faixa de grande sucesso neste trabalho. Neste mesmo ano, Maysa passou a ter seu próprio programa, inicialmente realizado nos estúdios e depois no Teatro Record, transmitido em cadeia de rádio e televisão. Em 1958, o disco “Convite Para Ouvir Maysa Nº 2” foi um grande sucesso por conta da faixa “Meu Mundo Caiu”, música que a revelou como cantora e compositora de música de fossa. Mas a dedicação à vida artística acabou em separação, acontecimento que a deixou muito abalada, de modo que passou a beber demais e engordar, gerando desconforto com sua imagem e provocando mau humor, fato que contribuiu para criar-lhe a imagem de cantora agressiva. Em 1960, foi para o Rio de Janeiro, onde, por influência de Ronaldo Boscoli, passou a gravar músicas de bossa nova, como “O Barquinho”, “Ah! Se eu Pudesse” e “Nós e o Mar”, todas composições de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Com esse novo repertório, gravou na CBS, acompanhada pelo conjunto de Roberto Menescal, o LP “Barquinho”, que fez muito sucesso. Viajou em seguida pelo Brasil, Uruguai e Argentina com o mesmo conjunto, transformando-se numa das primeiras divulgadoras de bossa nova no exterior. Entre 1961 e 1965, apresentou-se no Olympia, de Paris, França, no Blue Angel, de New York, E.U.A., e em Estoril, Portugal, onde conheceu o advogado e industrial espanhol Miguel Azanza, com quem se casou. Morando na Espanha fez tratamento de saúde e realizou apresentações e gravações em toda a Europa. Em 1969, retomou a carreira profissional no Brasil, formando com o marido a Guelmay, empresa destinada a produzir seus programas e discos. Nesse mesmo ano, fez um show para um grande público no Canecão, do Rio de Janeiro, apresentado depois em São Paulo, no Restaurante Urso Branco, e gravado com o título “Canecão apresenta Maysa “, pela gravadora Copacabana.
No início dos anos 70, lançou pela Philips o LP “Ando Só Numa Multidão de Amores,” com as músicas “Molambo” (Jayme Florence e Augusto Mesquita), “Chuvas de Verão” (Fernando Lobo) e “Que eu Canse e Descanse”, de Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale. Passou em seguida a trabalhar em teatro e televisão, participando em 1971 da novela “O Cafona”, da TV Globo, para a qual compôs o “Tema de Simone”. Em 1974, veio um novo LP (“Maysa”) pela gravadora Evento, com as músicas “Bloco da Solidão”, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia e “Agora é Cinza”, de Alcebíades Barcelos e Armando Marçal. Em 1975, fez uma participação na novela “Bravo” (TV Globo), e em outros programas de televisão.
Sem o brilho do início, cantando até em churrascarias, a célebre cantora brasileira continuou a beber e tomar anfetaminas. Numa viagem para Maricá, onde tinha uma casa de praia, Maysa sofreu um acidente fatal, dirigindo o seu carro, uma brasília azul. Em alta velocidade, a artista bateu forte contra um cabo de proteção ao tentar desviar de outro veículo, na Ponte Rio-Niterói. Era 22 de janeiro de 1977. Calou-se para sempre uma das belas vozes da música brasileira. Mas ficaram muitos registros para que o mundo jamais parasse de ouvi-la.

Principais discos de Maysa:

  • Convite para ouvir Maysa (1956)
  • Maysa (1957)
  • Convite para ouvir Maysa Nº 2 (1958)
  • Convite para ouvir Maysa Nº 3 (1958)
  • Convite para ouvir Maysa Nº 4 (1959)
  • Maysa É Maysa… É Maysa… É Maysa (1959)
  • Voltei (1960)
  • Maysa Canta Sucessos (1960)
  • Maysa Sings Songs Before Dawn (1961)
  • Maysa, Amor… E Maysa (1961)
  • Barquinho (1961)
  • Canção do Amor Mais Triste (1962)
  • Maysa (1964)
  • Maysa (1966)
  • Maysa (1969)
  • Canecão Apresenta Maysa (1969)
  • Ando Só Numa Multidão de Amores (1970)
  • Maysa (1974)

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