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Marconi Notaro

No Reino dos Metasons

Marconi Notaro é dos artistas mais importantes da chamada Psicodelia Nordestina, movimento – ou uma cena apenas – que aconteceu nos anos 70 na música popular brasileira, mais precisamente em Pernambuco Os expoentes deste movimento, além de Notaro, foram Robertinho de Recife, Zé Ramalho e também Lula Côrtes, que juntamente com sua esposa Kátia Mesel, produziu um excelente disco de Notaro (“No Sub Reino dos Metazoários”), lançado no ano de 1973.
Marconi Notaro, poeta, compositor e agitador da cena cultural recifense dos anos 70, editou junto com Silvio Hansen, a revista A Gaveta, que nos seus dez números, publicou todo tipo de experimentos poéticos que eram comuns na época. Os poemas de Notaro eram compostos e, por eles mesmo, datilografados, copiados e distribuídos nos bares e bocadas mais agitados da Recife daquela época. Muito não se tem a falar sobre Notaro por falta de biografia, mas a literatura sobre seu disco mais importante acaba se confundindo com sua própria história: ultra-psicodélico em alguns momentos (característica do artista), o disco “No Sub Reino dos Metazoários” traz na primeira faixa uma composição de Notaro de 1968, chamada “Desmantelado”, criada nos áureos tempos do Teatro Popular do Nordeste, com o regional formado por Notari, Robertinho de Recife, Zé Ramalho e Lula, entre outros, como comentado na referência ao psicodelismo nordestino dos anos 70. O disco segue com grandes pérolas, mas culmina em seu radicalismo com a quinta faixa, “Made in PB”, parceria de Notaro com Zé Ramalho, um rock clássico, onde o grande destaque é a guitarra distorcida de Robertinho de Recife. As músicas “Antropológicas 1” e “Antropológica 2” como a maioria das outras canções do disco, são improvisos de estúdio, reunindo os músicos já citados, com ótimo resultado sonoro e poético.

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