Detalhes do Artista/Banda

Evaldo Braga

Sorria, Música, Sorria

Evaldo Braga, fluminense de Campos dos Goytacazes, nasceu no ano de 1948. Mas Evaldo não conheceu seus pais e foi criado num orfanato, juntamente com o ex-jogador de futebol Dadá Maravilha. Especula-se que sua mãe, uma prostituta da cidade de Campos, o abandonou numa lata de lixo. Foi nela que Evaldo se inspirou para compor seu maior sucesso, “Eu Não Sou Lixo”, por volta de 1972. Já no Rio de Janeiro, trabalhou por muito tempo como engraxate, nas portas de rádios e gravadoras. Com esta ocupação, conheceu diversos artistas, entre os quais Nilton César, que ofereceu-lhe a primeira chance de emprego no meio artístico, como seu divulgador. Assim, conheceu Edson Wander e apareceu pela primeira vez no ramo musical, compondo “Areia no meu Caminho” juntamente com Reginaldo José Ulisses. A música foi gravada pelo cantor em seu primeiro disco, “Canto ao Canto de Edson Wander”, em 1968, e estourou nas paradas brasileiras, chegando a superar artistas de porte como Roberto Carlos. Com o sucesso desta composição, Evaldo Braga acabou conhecendo o produtor e compositor Osmar Navarro, que o convidou para gravar um disco na gravadora Polydor, em 1971.
Evaldo Braga alcançou enorme sucesso popular como cantor a partir de 1971, com o lançamento de seu primeiro LP (“O Ídolo Negro – Volume 1”) e criou excelentes parcerias musicais com compositores como Carmem Lúcia, Pantera, e Isaías Souza. O cantor era presença marcante e frequente no programa do Chacrinha. Nos programas do comunicador, atraía milhares de telespectadores para ouvi-lo cantar sucessos como “Eu Não Sou Lixo”, “Nunca Mais”, “A Cruz que Carrego”, “Mentira”, “Sorria, Sorria”, entre tantos outros. Teve composições gravadas por Paulo Sérgio, um dos maiores artistas populares do Brasil e que, inclusive, muito o ajudou no mercado musical. Evaldo Braga lançou um segundo disco de sucesso (“O Ídolo Negro – Volume 2”) em 1972, mas faleceu no ano seguinte, no dia 31 de janeiro, com apenas 25 anos de idade, em um acidente automobilístico na BR-3 (Rio-Juiz de Fora), ocupando um Volkswagen TL, dirigido por seu motorista. O acidente aconteceu , segundo populares, após uma tentativa forçada de ultrapassagem. O túmulo do chamado Ídolo Negro é um dos mais visitados no feriado de Finados no Cemitério do Caju, Rio de Janeiro.

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