Detalhes do Artista/Banda

Arnaldo Baptista

Elo Mutante

Arnaldo Dias Baptista nasceu em São Paulo, aos 6 de julho de 1948. Cantor e compositor brasileiro, Arnaldo é mais conhecido por seu trabalho com Os Mutantes. Sua carreira musical teve início em 1962, quando ele formou, com seu irmão Cláudio César, o grupo The Thunders. Em 1966, convidou seu outro irmão, Sérgio Dias, a se juntar ao grupo Six Sided Rockers, que já contava com a presença de Rita Lee. O grupo daria origem aos Mutantes. Ali ele desenvolveu seus talentos de compositor e arranjador, mas depois de vários problemas e brigas internas, ele saiu da banda em 1973. Na tentativa de carreira de produtor musical, Arnaldo achou que não deu certo. Assim, partiu para carreira solo e lançou, em 1974, o LP “Lóki?”, considerado seu melhor trabalho.
Em 1977, recusou o convite de seu irmão Sérgio para retornar ao Mutantes e partiu para formar o grupo Patrulha do Espaço. O novo projeto não foi muito longe, gravando apenas um disco de estúdio que só seria lançado, parcialmente, dez anos depois com o nome de “Elo Perdido”, assim como aconteceu com outra gravação ao vivo de um show da banda (“Faremos Uma Noitada Excelente”). Arnaldo acabou deixando a banda Patrulha em 1978.
Em 1982, Arnaldo lançou outro marco, “Singin’ Alone”, gravado em 1981, altamente lisérgico, desesperado, decepcionado, obra que cria um rock profundamente experimental, geradora de novos padrões estéticos. No mesmo ano, Arnaldo foi internado na ala psiquiátrica do Hospital do Servidor Público de São Paulo devido a seu comportamento agressivo, causado pelo uso excessivo de LSD. Durante a internação, Arnaldo tentou o suicídio se jogando do quarto andar. Passou quatro meses e onze dias em coma mas sobreviveu, com uma séria fratura no crânio que deixou sequelas.
Apesar de tudo, Arnaldo continuou gravando e, em 1987, lançou sua mais radical experiência: pelo selo independente Baratos e Afins saiu a gravação caseira “Disco Voador”, gravação feita em dois canais, mas que foi como um disco quase terapêutico para Arnaldo. Em 1989, o artista foi homenageado: os produtores Alex Antunes e Carlos Eduardo Miranda produziram o álbum-tributo “Sanguinho Novo – Arnaldo Baptista Revisitado” com bandas ascendentes no rock nacional como Sepultura, Ratos de Porão, Paulo Miklos entre outros nomes.
Em 2004, Arnaldo Baptista lançou um trabalho solo de inéditas, “Let It Bed,” produzido por John Ulhoa, do Pato Fu e gravado na residência de Arnaldo em Juiz de Fora – MG, onde mora desde meados dos anos 80, com sua esposa Lucinha Barbosa.
Em 2006 ocorreu o retorno do grupo Mutantes e Arnaldo voltou a tocar ao lado do irmão Sérgio Dias e do baterista Dinho Leme após 33 anos de sua saída da banda e 30 do fim do grupo. Rita Lee, vocal feminino na formação original, e que fora casada com Arnaldo (especula-se que desentendimentos conjugais teriam levado a saída desta do grupo) não retorna à banda, mas Zélia Duncan aceita integrar o conjunto. Esta formação recente durou até Setembro de 2007, quando Zélia comunicou sua saída do grupo para retomar sua carreira solo. Poucos dias depois do anúncio, Arnaldo comunicou que também deixaria a banda para cuidar de projetos pessoais.
No ano de 2008, foi lançado o documentário “Loki – Arnaldo Baptista”, produto que mostra toda a trajetória do artista, desde a infância até o retorno dos Mutantes, com apresentações em 2006 e 2007.

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