Detalhes do Artista/Banda

Arnaldo Antunes

Tribalista do Som

Arnaldo Antunes nasceu em São Paulo no dia 2 de setembro de 1960. Em 1978, ingressou em Letras da FFLCH-USP para estudar Lingüística, mas o sucesso dos Titãs lhe tomou todo o tempo entre shows, gravações, ensaios, turnês e entrevistas. Com vocação artística, iniciou a carreira em 1982, quando integrou o grupo músico-teatral Aguilar e Banda Performática, que chegou a lançar um LP independente. Ainda em 1982, entrou para o grupo Titãs do Iê-Iê, que logo abreviaria o nome para Titãs. Na banda paulistana, Arnaldo atuou como vocalista e compositor, participando de sete discos e sendo autor de grandes sucessos como “Bichos Escrotos” (com Sérgio Britto/ Nando Reis), “Comida” (com Marcelo Fromer/ Sérgio Britto), “O Que”, “Família” (com Tony Bellotto), “Miséria” (com Sérgio Britto/ Paulo Miklos) e “O Pulso” (com Marcelo Fromer/ Tony Bellotto).
O compositor jamais deixou de escrever e mesmo lançar livros de poemas enquanto fazia parte do grupo. Depois de sair do Titãs em 1992, continuou compondo para a banda. Há músicas suas nos seguintes discos dos Titãs: “Titanomaquia” (1993), “Domingo” (1995), “Acústico” (1996, em que participa em uma faixa) e “Volume 2” (1998). Em 1997, fez participação especial no álbum Acústico MTV, dos Titãs. Na ocasião, Antunes cantou a faixa “O Pulso”, música originalmente gravada no álbum Õ Blésq Blom, de 1989.
Partiu para a carreira solo como cantor, compositor, poeta e videasta, lançando o disco-livro-vídeo “Nome” em 1993, ao qual se seguiram “Ninguém” (1995), “O Silêncio” (1996) e “Um Som” (1998). Nos anos 2000, vieram os discos “O Corpo” (2000), “Paradeiro” (2001), “Saiba” (2004), “Qualquer” (2006) e “Iê Iê Iê”, em 2009. Vários intérpretes já gravaram músicas de sua autoria: Marisa Monte (“Beija Eu”, “Volte para o Seu Lar” e outras), Jorge Ben Jor (“Cabelo”), Gilberto Gil (“A Ciência em Si”), Rita Lee (“O Que Você Quer”), Ney Matogrosso (“Comida”) e muitos outros. Arnaldo Antunes tornou-se também um dos nomes mais conceituados na poesia contemporânea brasileira e suas composições integram antologias internacionais. Compôs em 1999 a trilha sonora para o espetáculo “O Corpo”, do grupo de dança mineiro Corpo, trabalho que gerou o CD “O Corpo”, de 2000.
No ano de 2002, formou, em parceria com os amigos Marisa Monte e Carlinhos Brown, o trio Tribalistas, pelo qual lançaram o álbum homônimo. O álbum foi sucesso de público e crítica e vendeu, até 2009, mais de 2.100.000 cópias no Brasil e na Europa. Foi também indicado a cinco categorias do Grammy Latino em 2003, ganhando o prêmio de Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro.
Arnaldo ainda atuou como ensaísta na Folha de São Paulo, onde deixou evidente o substrato teórico que transparece no seu trabalho estético. Lançou no final do ano de 2007 o primeiro DVD de sua carreira, o premiado “Ao Vivo no Estúdio”, que passeia por toda sua carreira e que conta com as participações especiais de Nando Reis, Branco Mello, Edgard Scandurra e dos tribalistas Marisa Monte e Carlinhos Brown.
É conhecido na América do Sul por ser um dos principais compositores da música pop brasileira, respirando de influências concretistas e pós-modernas. Compositor de hits como “Pulso”, “Alma”, “Socorro”, “Não vou me adaptar”, “Beija Eu”, “Infinito Particular”, “Vilarejo”, “Velha Infância” e “Quem Me Olha Só”, já teve suas canções interpretadas por artistas como Jorge Drexler, Marisa Monte, Nando Reis, Zélia Duncan, Cássia Eller, Frejat, Margareth Menezes, Pepeu Gomes, além, claro, dos Titãs.

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