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Aracy de Almeida

- Palpite Feliz
Aracy de Almeida
Origem
Brasil
Estilo
MPB

Aracy de Almeida  - A Trajetória

Aracy Teles de Almeida nasceu em 19 de Agosto de 1914, no Rio de Janeiro, no bairro do Encantado, filha de uma grande família de protestantes, mas única menina da prole de seu Baltazar Teles de Almeida e dona Hermogênea. Começou cantando em igrejas do próprio subúrbio em que nasceu até ser levada para o rádio por intermédio de Custódio Mesquita, que a ouviu cantar em 1933.
Em 1936, já estava na rádio na Rádio Tupi, onde gravou duas músicas de Noel Rosa: “Palpite Infeliz” e “O X do Problema”. No ano seguinte, esteve na Rádio Nacional e destacou-se com os sambas “Tenha Pena de Mim”, de Ciro de Sousa e Babau, “Eu Sei Sofrer”, de Noel Rosa e Vadico e “Último Desejo”, também de Noel Rosa
Considerada a maior intérprete de Noel Rosa, fez fama como intérprete de sambas nas rádios Philips, Mayrink Veiga, Ipanema e Tupi. Juntamente com Carmen Miranda, foi considerada a maior cantora de sambas dos anos 30.
Depois de atuar com bastante sucesso na boate Vogue em Copacabana na década de 40, Aracy gravou dois álbuns dedicados ao compositor Noel Rosa (de quem é considerada a melhor intérprete) entre os anos 1950 e 1951.
Quando parou de cantar , Aracy de Almeida passou a ser jurada do programa “A Buzina do Chacrinha” e do “Show de Calouros do Programa Silvio Santos”, onde fez fama também por dar notas baixas a quase todos os calouros participantes.
Em 1950, mudou-se para São Paulo em 1950, onde viveu durante 12 anos. Em 1955 trabalhou no filme “Carnaval Em Lá Maior”, de Ademar Gonzaga, e lançou, pela Continental, um LP de dez polegadas só com músicas de Noel Rosa, no qual foi acompanhada pela orquestra de Vadico, cantando “São Coisas Nossas”, “Fita Amarela”, entre outras composições de Noel.
Seguiu trabalhando e lançando discos até fazer, em 1965, no Rio de Janeiro, vários shows no famoso Teatro Opinião, dirigidos por Miele e Ronaldo Boscoli.
Em 1988, Aracy teve um edema pulmonar. No início, ficou internada em São Paulo, retornando ao Rio de Janeiro. Recebue ajuda financeira de Silvio Santos, que também lhe deu assistência psicológica, quando ligava todos os dias para a artista.
Depois de dois meses em coma, Aracy recobrou a lucidez e esteve bem por dois dias até que, num súbito aumento de pressão arterial, faleceu no dia 20 de junho deste ano de 1988, aos 74 anos. Seu corpo foi velado no teatro João Caetano, local de seu último show com o colega Albino Pinheiro.

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