Detalhes do Artista/Banda

Angela Maria

Tango Para o Canto

Abelim Maria da Silva nasceu em Macaé, Rio de Janeiro, no dia 13 de Maio de 1929 e passou sua infância entre São Gonçalo, Niterói e São João de Meriti, todas cidades na Grande Rio. Filha de protestantes, Abelim, cantava em coros de igrejas e passou a usar o pseudônimo de Angela Maria, antes dos 20 anos de idade, para sua família (que não apoiava seus sonhos de ser cantora) não desconfiar que frequentava programas de calouros. Em 1948 decidiu seguir a carreira e foi morar com uma irmã. Depois de uma rápida temporada como crooner do Dancing Avenida, foi descoberta e levada para a Rádio Mayrink Veiga. Lançou seu primeiro disco em 1951 e obteve grande sucesso no ano seguinte com a música “Não Tenho Você”. Neste ritmo, foi a cantora mais popular do Brasil na década de 50, sendo conhecida como Rainha do Rádio pela sua legião de admiradores, justamente por ter ganho o concurso quatro anos seguidos, entre 52 e 56. Exímia em sambas-canções, também gravou boleros, tangos e versões de baladas e músicas espanholadas e italianas. Gravou cerca de 50 LPs, diversos compactos e 78 rpm.
Seu repertório até 1962 é mais refinado, embora tenha sido sempre uma cantora eminentemente popular. A partir de meados dos anos 60, gravou canções de menor impacto, mas ainda obtendo sucessos como, por exemplo, “Cinderela”, composição de Adelino Moreira, em 1965. Dez anos depois, voltou à mídia com o belo “Tango para Teresa” (Evaldo Gouveia/ Jair Amorim). Nos anos 80, gravou um repertório mais sofisticado, e também fez sua primeira gravação com outro grande nome popular , Cauby Peixoto, esta no ano de 1981 com a música “Exemplo” (Lupicínio Rodrigues). A parceria funcionou tão bem que no ano seguinte gravaram juntos o LP “Angela & Cauby”. Na era do CD, lançou o aclamado álbum “Amigos” (96), cantando com os maiores ases da MPB, vendendo mais de 500 mil cópias, e no ano seguinte, um tributo a Dalva de Olviveira (“Pela Saudade Que Me Invade”), sua primeira inspiração. Em 99, gravou “Sempre Sucesso”, em duo com Agnaldo Timóteo, 20 anos depois do primeiro álbum de estúdio que gravaram em dupla.

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