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Períodos da Música

- A História em Sons
Períodos da Música
A História em Sons

Períodos da Música  

De acordo com a quantidade de instrumentos e com o estilo, a música Ocidental pode ser dividida em períodos. Obviamente, as datas são apenas indicativas, pois entre um período e outro há sempre uma transição, comum quando tratamos de relacionar quaisquer divisões de tempo. Os períodos da música, estão assim divididos:
Período Medieval (Antes de 1450): Música Medieval é o termo dado à música típica do período da Idade Média durante a História da Música ocidental europeia. Esse período iniciou com a queda do Império Romano e terminou aproximadamente no meio do Século XV. Determinar o fim da Era medieval e o início da Renascença pode ser arbitrário; aqui, para fins do estudo de Música, vamos considerar o ano de 1401, o início do Século XV. Tudo começou com o monge italiano Guido d’Arezzo (995 – 1050) que sugeriu o uso de uma pauta de quatro linhas, cujo sistema é usado até hoje no canto gregoriano, a música sagrada da Igreja. A utilização do sistema silábico de dar nome às notas deve-se também ao monge Guido d’Arezzo e encontra-se numa melodia profana, hino que os meninos cantores entoavam ao padroeiro dos músicos São João Batista, para que os protegesse da rouquidão. Cada linha desta melodia começava com uma nota mais aguda que a anterior. Guido, mestre de coro da Catedral de Arezzo na Toscana, era encarregado do coro da escola por volta de 1030 e certamente conhecendo os progressos musicais e sendo ele próprio um músico inventivo, concebeu um sistema para aprender música de ouvido. Durante o século XIX, o sistema de Guido foi adaptado para transformar-se no sol – fá tônico dos nossos dias, e usado para ensinar não músico a cantar música coral.
Período Renascentista (1451-1600): Neste período (cujo estilo é a Polifonia Coral), praticamente não existiam orquestras, apenas instrumentos isolados como Alaúde, Flautas Doces e Viola da Gamba. O estilo musical predominante deste período era constituido de várias melodias cantadas ou tocadas ao mesmo tempo. Os compositores de destaque desta época (Josquin de Pres, Giovanni da Palestrina, Orlando Lassus e Giovanni Gabrieli, entre os mais conhecidos.), tinham interesse em escrever peças apenas para instrumentos, a chamada música não religiosa, embora a grande produção do período tenham sido feitas para a Igreja Católica.
Período Barroco (1601-1750): Nesta época, começaram a aparecer as primeiras orquestras, o que daria origem às conhecidas orquestra sinfônicas de hoje. O Barroco consiste em ritmos enérgicos, melodias bem ornamentadas, alternando entre sons fortes e fracos e contrastando instrumentos de timbres diferentes. Os grandes compositores do estilo barroco foram Johann Sebastian Bach, George Handel, Cláudio Monteverdi, Jean Baptiste Luy, Arcângelo Corelli, Alessandro Scarlatti, Antonio Vivaldi, George Telleman e Domenico Scarlatti.
Período Clássico (1751-1810): No Período Clássico, novos instrumentos surgiram nas orquestras e as mesmas foram aumentando seu número de músicos. A música passou a ser menos complicada que a Barroca e procurou realçar a graça e a beleza das melodias. O grande nome deste período, sem dúvida, foi Wolfgang Amadeus Mozart, mas outros grande compositores se destacaram nesta rica época da música, tais como Christoph Gluck, Carl Phillip Bach, Johann Stamitz e Joseph Haydn que se destacaram nesse período. Um nome importante veio representar a transição deste período para o Romântico: Ludwing Van Beethoven.
Período Romântico (1811-1900): Nesta época, a Orquestra Sinfônica atingiu seu ápice em quantidade e tipos de instrumentos. No intuito de romper com a música do Período Clássico, os compositores dessa época promoveram a chamada liberdade de forma, que seria uma maior expressividade das emoções, dando maior ênfase na harmonia. Assim, houve uma maior preocupação em consolidar uma música mais nacionalizada, que pudesse valorizar as lendas e características dos seus países, buscando inspiração nas canções folclóricas. Os grandes nomes deste período foram Frederic Chopin, Robert Schumann, Peter Tchaikovsky, Johannes Brahms, Felix Mendelssohn, Carl Von Weber, Gioacchino Rossini, Franz Schubert, Hector Berlioz, Franz Liszt, Richard Wagner, Bedrich Smetana, Gustav Mahler e Richard Strauss. No Brasil, o compositor Carlos Gomes surpreendeu o mundo da música com seu talento único. Nesta época, Carlos Gomes alcançou grande prestígio com as óperas “O Guarani”, “Fosca”, “O Escravo”, dentre outras grandes composições.
Período Moderno (A partir de 1901): Nesta época, tivemos a introdução da eletroacústica nas orquestras, mas a essência da Orquestra Sinfônica continuou. Nesse contexto, aparece uma derivação da OS: a Orquestra Jazz-Sinfônica. A diferença entre elas é que na Jazz-Sinfônica aparece instrumentos como trompotes, trombones, todas as categorias de sax e bateria. Esse período é dividido em várias subdivisões, tais como Neoclássico (nomes como Carl Orff, Paul Hindemith, Maurice Ravel, Igor Stravisky, Benjamin Britten, Dimitri Schostakovich, Sergei Prokofieff e o brasileiro Heitor Villa-Lobos) , Contemporâneo (destaques como Arnold Schoemberg, Alban Berg, Anton Webern, Kristoff Penderecky, Bela Bartok, Olivier Messiaen, entre tantos outros grandes compositores) e Vanguarda (representada por nomes como Pierre Boulez, Karlheinz Stockhausen e John Cage, entre outros).

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